Eis-nos de volta

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Já podem começar a ver os novos programas do Esplanada Cidadania. Amanhã às 9h, passará o 3º, e no blog já está o primeiro deste segundo ano de gravações.

Eles é que não são parvos!

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Espanhol: Hola. ¿Cómo estás?

Português: Olha, vai-se andando... E tu, pá!?

Espanhol: Muy malo! Tenemos mucho desempleo!

Português: Ah! Nós aqui também, mas vai-se andando...

Espanhol: Tenemos alguna esperanza porque el gobierno nos va a suportar, ya ha dicho que iba a cerrar algunas fundaciones e instituciones publicas porque tenemos que reducir el gasto del sector público.

Português: Vocês fecham fundações públicas?! Não sabia que isso era possível! Nós por cá criámos a Fundação para as Telecomunicações. E os nossos políticos vão sempre para lá nas reformas... Olha, ao menos não nos chateiam!

Espanhol: ¿Y el deficit? Nosotros ahora estamos muy malo...

Português: Olha, nós estamos sempre. Não te preocupes com isso!

Espanhol: ¿No tienes miedo? No se sube el sueldo, no hay dinero para la justicia, educación o sanidad...

Português: Claro que vai haver! Foi por isso que votei PS, para haver isso tudo, e subsídio de desemprego, e SCUT, e modernidade.

Espanhol: Pero si el gobierno no tiene dinero, ¿como va hacerlo?

Português: Isso não é da tua conta! Somos independentes!

Os "Vencidos da Vida", a "Pasmaceira" e outras memórias

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Certamente que haverá muitos tipos de silêncio. Um deles é o extenuado, outro o comprometido. O meu tem sido a simbiose de ambos. Comprometido com o que gosto, e com o dever académico, e extenuado pelo que não gosto, e com o dever que não tenho. Por isso, este blog têm-se humildemente acalentado de livros e de silêncios. De gestos subterrâneos que um dia, sei lá em que dia, sei lá se dia, virão a luz. O resto é sabido. Uma indignação surda para com a política escatológica e o alarve cúmplice da ignorância. Eles não se importam nem querem saber, e eu não me importo com eles, nem deles quero saber. Platão acabou A República dizendo “... e assim seremos felizes”; lá seríamos, aqui, ensurdeço dos panegíricos aleivosos, em cortejo silencioso e sem vontade de fazer parágrafos.

Europeus, o Tratado é importante

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Não tenhamos dúvidas. O Tratado Europeu, de Lisboa ou de outro qualquer bairro arrabalde Europeu é importante. Para os Europeístas, falta fundar politicamente a Europa, caminhar para a federalismo, no fundo, justapor à rica amálgama política e disparidade cultural complexa, uma estandardização que eles, Europeístas, crêem ser o alicerce que suportará o continente pela modernidade fora. Estão no seu direito.

Assim como eu tenho o direito de achar que não é a figura de Ministro dos Negócios Estrangeiros da Europa, ou a usurpação, que tem sido contínua, da soberania legislativa de cada país, que levará ao bloco europeu coeso. Politicamente, como diz Carrilho, falta fundar a Europa. É, no meu entender, uma questão de identidade, salutar, de chauvinismo francês, de dependência alemã, de cepticismo inglês, de pobreza de espírito latino e de oportunismo da Europa Levante. Em relação ao Tratado de Lisboa, só a agilização do processo legislativo, onde agora o veto é muito mais difícil, poderá ajudar ao funcionamento real da Europa, com todo o perigo da imponderação que isso também poderá encerrar. Portanto, mais competências, mais responsabilidades; e agora vejam quem e que os partidos escolhem para ir para a Europa. Estamos conversados sobre o verdadeiro europeísmo dos Europeístas…

Perguntar-me-ão, porque centrei o foco desta análise no direito à discórdia Europeia. A resposta encontra-se na confrontação inversa, isto é, no dever à concórdia. Eu não quero uma Europa onde todos cumprem Carta dos Direitos Fundamentais, e a contratio sensu decreta-se para a República Checa o não cumprimento da Carta. Ou seja, o Tratado, que humanamente se tinha fundamentado e bem, na Carta, apresenta agora excepções; anuência cabal de que politicamente, não é por decreto que se funda uma Europa unida em valores. Mas há bem mais actos reveladores da falta de escrúpulo legislativo. Não querendo discutir a questão do referendo (isso dava um texto igual a este), não posso aceitar que se repitam referendos até a exaustão, ou depois no parlamento, haja um acordo parlamentar contrário ao sufrágio (França, Holanda e Irlanda). Também não posso ficar descansado com o subsídio, ou deverei dizer suborno, atribuído à Irlanda. E por fim, não quero um tratado de aprovação calendarizada, só para evitar que os Tories cheguem ao poder em Inglaterra antes da aprovação.

O projecto Europeu faz sentido, é desejável, mas alimenta hoje, fruto de uma assimilação de países e valores reductio ad absurdum, uma tarefa de fundação identitária bem mais árdua do que antes. A disparidade e a fraca aceitação pelos países embrionários dos países recém-chegados, leva a que políticos medíocres, com tiques absolutistas, e que apenas se reúnem no triunvirato de Bruxelas, aprovem um tratado onde os cidadãos em raro caso foram ouvidos e/ou esclarecidos. Europeu sim. Mas com seriedade.

Os sofrimentos do jovem Werther

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Bem sei que não somos, nem poderíamos ser, nem saberíamos ser todos iguais.

Mas eu tive-a, apreciei esse nobre coração, essa nobre alma, cuja presença me engrandecia a meus próprios olhos tornando-me ainda maior do que era realmente, porque eu era tudo o que podia ser.

Estou contente, sou feliz, e, portanto, mau narrador.

Será quimera, Guilherme, o que nos torna felizes?

Vês tudo pequeno e mesquinho porque tu prórprio és mesquinho e pequeno!

O que mais me indigna são estas miseráveis distinções de classes. Compreendo muito bem que a desigualdade de condições é necessária à sociedade. Tem vantagens, de que eu próprio me aproveito; o que eu não queria era que ela me impedisse de gozar alguma alegria e de encontrar neste mundo, ao menos, uma sombra de felicidade.

Oh! O homem é tão efémero que até nos lugares onde tem a absoluta certeza da sua existência (…) aí mesmo se extingue e desaparece… E quão depressa!

Será então o destino do homem só ser feliz antes de possuir o uso da razão e depois de a perder?



Frases do livro "Os sofrimentos do jovem Werther" de Goethe


Não há muito a dizer sobre uma obra riquissíma, de linguagem prolixa e estrutura narrativa creativa e dinâmica. Expoente do Romantismo nas letras, e cuja carga dramática marcou profundamente o fim do século XVIII e a corrente literária a si adestrita. Apesar de não ser um apreciador da corrente, esta obra nunca repisa as mesmas sensações, antes potencia brilhantemente muitas das variantes de cada uma das sensações, o que não a torna uma obra lamechas mas um compêndio de expressividade. Brilhante.

Leituras

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Oh! meus caros amigos! Porque será que o rio do génio transborda tão raras vezes? Porque também tão raras vezes se ergue em ondas impetuosas para lhes abalar as almas timoratas? É porque nas suas duas margens foram instalar-se os homens sensatos e moderados, cujas casinhas, hortas e canteiros de tulipas poderiam ser inundados e, portanto, evitam o perigo opondo diques à torrente e cavando canais para desviarem o curso.

Johann Wolfgang Goethe

Logística: duas descobertas

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Agora que foram afastados alguns problemas de figurino, aproveito para publicitar duas novas descobertas, uma delas não tão nova como isso.

Nas folhas Amistosas há o Café & Té, de uma amiga; e nas Folhas Soltas está Las Vancances de Hegel. Dois blogs bem feitos, com uma trago de intimismo, que trazem uma outra forma de ver os horizontes do mundo.