À espera de evitar o luto

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Fico à espera das decorrentes consequências. Caso não hajam, o problema extrapola a esfera da má política involuntária galgando para a esfera voluntária. E isso é da mais grosseira baixeza. Expoente da Décadence, desperta apenas o sentido de luto político, cívico e democrático.

Onde está o voto deles? - Filosofia

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(Cont do texto: Onde está o voto deles? - Política )

Contudo nós, Ocidentais, sabemos que o térmimus para a diferença é a Barbárie. Quando alguma sociedade é tão diferente até ser bárbara e desumana, não se está no campo da diferença civilizacional. É o bem e o mal a rolar no feltro verde. Devemos perceber a luta civil Iraniana. Ela não é pela forma de estar (que é Islâmica) mas pela transparência da forma de ser (que é humanamente universal). O regime Iraniano não responde à forma de ser de ninguém. Nem o Islâmico mais devoto ou anarca se poderá rever numa opacidade tirânica. A provável fraude eleitoral expõem essa opacidade. Sair à rua para dar a vida expõem Sartre: "O Homem está condenado a ser livre.".

Onde está o voto deles? - Política

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A melhor forma política do Ocidente analisar o que se passa no Irão é com a distância impassível de quem não se imiscui nos assuntos da República Islâmica. Algo que torne imperturbavelmente espontânea a marcha da esperança pela Liberdade. Porque na verdade é isso que se trata; a procura no exterior, na câmara política, no sistema, no ar das ruas, daquilo que mais puramente todo o homem é: livre. Ninguém sai à rua para dar a sua vida. Mas quando se sai à rua em Teerão à uma escolha entre voltar para casa ou seguir um imperativo, e acreditem, esse imperativo que os faz arriscar tudo é a Liberdade. Ninguém arrisca tudo por um regime, um homem, um aspecto. As multidões não arriscam a vida por uma forma de estar.

Futebol: coisas que falam por si

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Se há assunto ao qual me furto comentar é este, pois a falta de bom senso de quem o gere certamente degenerará numa condenação pública que, ainda que desfasada de qualquer outro senso, está capacitada de senso comum. Assim sendo, faço do senso comum minhas palavras. Oram digam lá, se isto não é triste. Valha-nos que seja anedótico.

O Horizonte da Alma XVIII

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Eram de longe.
Do mar traziam
o que é do mar: doçura
e ardor nos olhos fatigados.


Eugénio de Andrade

É deste comunismo que o meu povo gosta!

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Comunismo sim, mas só de garrafão!

Os Farsantes

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O cerne da farsa é que desde os retratos clássicos, Portugal sempre foi um país de intelectualidade galã e vaga. Uma intelectualidade fictícia, por vezes teatral, maquilhada e grosseiramente falaciosa onde os farsantes vendem a sua peça.

Sócrates vende o TGV e todas as demais políticas duvidosas ad verecundiam, não persegue o estereótipo de intelectual mas antes de estadista e para isso ensaia poses, ora L'État c'est moi, ora No llores por mi Argentina, e termina algures num fundo estranhamente azul, a discursar de improviso sobre um teleponto transparente. Batem-lhe palmas “pensadores hodiernos” que há mínima crítica desatam no primitivo ad hominem.

Eram sete as falácias aprendidas no meu plano curricular de Filosofia 11ºano. Catorze seriam precisas para perceber a tenebrosa construção intelectualizada estilo “três de areia para um de cimento” que muitos ditos livres pensantes da nossa praça fazem. Na Direita dos bons costumes e da filigrana, crescida no seio de bibliotecas mil vezes mais Joaninas que a própria, a intelectualidade e sobretudo o conhecimento incontestável sucumbem a paixões. É pena. Amam e odeiam sem pejo. Não que não haja espaço a pudor nas nossas convicções, o problema é que vendem uma imagem de rigor intelectual onde a isenção é chave. Pacheco Pereira oferece naturezas mortas no seu blog a Manuela Ferreira Leite e revira os olhos a Menezes ou a Passos Coelho. Já sentado na “Quadratura do Círculo”, os seus olhos são a Real Mesa Censória dos novos tempos, fitando António Costa sempre que ele bem ou mal intervém. Indo ao bolso, reluz um cartão de militância, ou no caso de um famoso Blogger, ganha relevo o espaço onde antes constou o mesmo cartão, entregue a alguns anos e, auguro eu, prestes a obter segunda via.

Se no caso da Esquerda há um claro défice de seres pensantes, na Direita há um observável défice de cristalização de posições. Pessoas inteligentes e sabedoras que, tolhidas pela paixão, enviesam os seus raciocínios.