O maior de todos

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Morreu Paul Samuelson, o prémio Nobel mais Nobel da Economia Moderna. Um bem haja ao homem que escreveu o livro mais vendido em Economia até hoje, que foi professor de Krugman e Bernanke, conselheiro de Kennedy e um cientista brilhante, reformulador de toda a ciência económica. O NeoKeynesianismo e a ciência em geral ficam mais pobres.

Testemunhos

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São poucos os testemunhos históricos vivos. Este é um deles. Sem idolatrias nem agradecimentos furúnculos. Apenas um homem, que esteve quase sempre, do lado certo da força.

A ler, não por respeito nem procura de identidade, mas por meritório valor.

Nota 1: Não me cabe a mim perjurar posições como "votar no candidato do Partido", ou "desilude-me porque está com um pé dentro e outro fora". Ainda assim, obviamente discordo.

Nota 2: O livro que "vai no quinto capítulo" será, obviamente, de leitura "obrigatorio-compulsiva".

Nota 3: Entre Sócrates e Soares, em política, só há uma coisa em comum: o peso miserável do cartão de militância. Não há estirpe mútua...

Só mais uma acha

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Só mais uma acha opinatória para um assunto que já tinha sido falado aqui.

O pathos dum Referendo

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Se houvesse um Referendo, uma das coisas mais interessantes do ponto de vista sociológico, seria observar a abordagem ao tema. Dado a quantidade de gente a quem isto é indiferente, aqui, mais do que em qualquer eleição, os indecisos, fossem eles votar, contariam imenso.

É sabida a pouca margem de manobra do “Não”. Qualquer colagem ao pudor católico seria fatídica para “a causa”. Por isso, o “Sim” iria bater nessa tecla até a exaustão. De permeio, uns quantos seriam homofóbicos. É a liberdade de escolha da esquerda moderna, bem se sabe.

Compete ao “Não” inovar. Sinto receio pelos cartazes timoratos da família. A mensagem é essa, não o nego, mas seria o pudor católico revisited. Também não valia a pena colocar diagramas em Powerpoint, explicando a quem faltou às aulas de Sociologia, que a base da sociedade é a família. E aqueles que julgam perceber de bases, atiravam com John Stuart Mill aos cartazes. O homem, enrijado pela mortalha, ainda derrubava uns quatro outdoors, antes do primeiro são lembrar-se de que o individuo como base, só base de si mesmo para com a sociedade, e não base da sociedade. É claro que Mill defendia que a sociedade deveria preservar a liberdade individual, bem como a responsabilidade individual; tudo métodos para o indivíduo ser social, não como base da sociedade. Por isso, ainda vai valendo, nisi prius, a doutrina da família como célula social.

Pois bem, quanto a mim, um oito por três metros da Helena Coelho “limpava” a questão. Merda! Disse “limpava”… Sou um homofóbico execrável…

Nota: Isto só deixa de ser para rir, quando e se houver referendo.

Cowboy'adas no Brasil B

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Achei justo.

Em relação à selecção o grupo é:

Argentina
Nigéria
Coreia do Sul
Grécia

Voltámos a calhar contra a Nigéria...

Atento à sorte da França... Também há que prestar atenção a quem vai ficar em segundo no grupo da Espanha, é que entre o Chile e a Suiça vai ser interessante. Acho que o Chile devia jogar com um avançado alto, tipo minarete, na frente. Grupos da Morte há dois. O D com a Alemanha, Austrália, Sérvia e Gana (todos podem passar), e o grupo E (Holanda, Dinamarca, Japão e Camarões).

E o resto está aqui!

A propósito de uma discussão radiofónica

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Neste programa do Esplanada Cidadania, eu e o Ricardo Mesquita travámo-nos de razões sobre o Casamento Homossexual. Respeitando todas as opiniões, o António Silva, nosso moderador, colocou inteligentemente a questão não tanto na nossa opinião, mas mais na necessidade de referendo ou não. Na altura, tal como agora, acho que sim. Disse-o como se pode ouvir no programa, através da qual me cito imprecisamente "ninguém votou num partido pelo seu programa eleitoral conter o casamento homosexual" até porque acho que dos poucos que têm em conta o tal manifesto, contam-se pessoas que "estão mais preocupadas com assuntos económicos e sociais.". Ainda que legal, não reconheço legitimidade moral do parlamento para proceder a esta legislação sem consulta popular. E sim, para mim as instituições democráticas devem-se revestir não só de legitimidade jurídica, como também legal.
No entretanto, discutimos a pouca habilitação dos deputados da câmara. Concordámos, mas eu, mais pessimista, fundei neste aspecto a minha posição. Como os ouvintes devem agora saber, eu estava apenas a ser realista. É que de facto, eles não estão a levar isto a sério, mas mais como um jogo politico imoral.

Que tristeza...

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No entretanto... "Não tenha esse comportamento nervoso, é um comportamento impróprio. Eu digo-o aos meus filhos e digo-lhe a si, porte-se com juizinho. Não me interrompa, (...) o seu dever é ouvir."

José Sócrates, PM disto