Por vezes lemos poemas que não se ficam por uma leitura. Conheço os seguintes versos à muito tempo, não os sei descrever. Gostava de fazer mais do que os ler, admirar, e levemente levantar um sorriso brevíssimo. São sublimes na simplicidade e na metáfora.
Fazem parte das minhas leituras.
A raiz do linho
foi meu alimento,
foi o meu tormento.
Mas então cantava.
Eugénio de Andrade
Férias são férias

As férias servem para dar descanso ao corpo. Também descansam a cabeça e outros desarranjos, todos eles breves, porque dos outros temos a vida toda para tratar.
As minhas férias têm sido... Urbanas! De mais diga-se... Até estou perto do blog, contudo não são as esplanadas sobre o cimento que nos fazem esquecer o que seria o Verão noutras paragens.
Enfim, enquanto para aqui estou pede duas que alguem se há-de sentar comigo! Nem que seja para se sentar sem mais assunto, contudo de férias.
Afinal, igual a mim.
As minhas férias têm sido... Urbanas! De mais diga-se... Até estou perto do blog, contudo não são as esplanadas sobre o cimento que nos fazem esquecer o que seria o Verão noutras paragens.
Enfim, enquanto para aqui estou pede duas que alguem se há-de sentar comigo! Nem que seja para se sentar sem mais assunto, contudo de férias.
Afinal, igual a mim.
Parabéns Ricardo Mesquita

Ao meu companheiro do Blog “Fantasmas do Passado” de tempos idos, aproveito precisamente o meu blog para te desejar um excelente dia de anos. Do miúdo irrequieto da papelaria, ao “sujeito de grande mau feitio”, ultimamente enclausurado pela Figueira da Foz, sempre “Ao Mais Alto Nível” e bem “Mais Além”, um grande abraço (perdão, um grande abrasso que com S é melhor).
Desejo-te 20 anos mais ajuizados que os primeiros… Ou no final de contas… Desejo-te apenas mais 20, falando através de um código bem especial…
Desejo-te 20 anos mais ajuizados que os primeiros… Ou no final de contas… Desejo-te apenas mais 20, falando através de um código bem especial…
Pombal-Lisboa, a viagem

Em viagem dou por mim feito criança. A culpa é mesmo de um dia ter sido só e apenas criança. Não é bem culpa... Culpa temos, se hoje adultos, frustramos a criança que se sumiu.
Penso nisso e dou a cara ao vidro do comboio, que me arranca dos pedaços de criança e me lança na gigante urbe que acolhe um adulto. Pombal-Lisboa, uma viagem que faz parte de mim.
Tento que ela nunca seja uma clivagem da minha personalidade, assim como tento honrar a criança que já precisa de ser homem aos poucos. E assim, como que numa introspecção exaustiva, faço viagens dentro de mim, enquanto viajo pelas estações do comboio. Tenho medo e consciência. Nunca o medo foi de ter consciência, mas por vezes, a consciência dá medo.
Se fosse tão criança como um dia fui...
Não viajava nem dentro nem fora de mim.
Não eram tão avassaladoras aquelas lajes, aquelas plataformas, aqueles arcos desenhados por Calatrava quando chego ao destino.
Não era tão impreciso o meu estado de espírito.
Aproveita menina. Aproveita enquanto o vidro te devolve apenas uma menina, e nada mais.
Penso nisso e dou a cara ao vidro do comboio, que me arranca dos pedaços de criança e me lança na gigante urbe que acolhe um adulto. Pombal-Lisboa, uma viagem que faz parte de mim.
Tento que ela nunca seja uma clivagem da minha personalidade, assim como tento honrar a criança que já precisa de ser homem aos poucos. E assim, como que numa introspecção exaustiva, faço viagens dentro de mim, enquanto viajo pelas estações do comboio. Tenho medo e consciência. Nunca o medo foi de ter consciência, mas por vezes, a consciência dá medo.
Se fosse tão criança como um dia fui...
Não viajava nem dentro nem fora de mim.
Não eram tão avassaladoras aquelas lajes, aquelas plataformas, aqueles arcos desenhados por Calatrava quando chego ao destino.
Não era tão impreciso o meu estado de espírito.
Aproveita menina. Aproveita enquanto o vidro te devolve apenas uma menina, e nada mais.
Acordando do sono

Ando sonolento... Um estado desprezível que desperdiça a vida com grandes projectos, todos diários e que não têm nem sentido, nem conclusão, nem obra nenhuma...
Enfim, tendo-me apercebido desta triste situação resolvi ser algo produtivo e nada melhor para começar que um desvario. Perdoe-me quem achava que este blog era incompatíel com desvarios, mas fica a garantia que a emissão seguirá nos moldes que anteriormente estavam estabelecidos.
Resta acordar o Homer que há em mim...
Até já!
Enfim, tendo-me apercebido desta triste situação resolvi ser algo produtivo e nada melhor para começar que um desvario. Perdoe-me quem achava que este blog era incompatíel com desvarios, mas fica a garantia que a emissão seguirá nos moldes que anteriormente estavam estabelecidos.
Resta acordar o Homer que há em mim...
Até já!
Quando (Amigos)
Quando o que penso bate no fundo,
E sei que sou assim.
Quando sei que não, eu não mudo,
Mas tenho medo que não me vejam daqui.
Quando penso em vós amigos,
E vos tenho perto na mente,
Tenho medo que se esqueçam,
E não espalhem a semente.
Quando estou feliz,
E apetece-me chorar,
Eu sei que vós estais,
Eu sei que vós estais todos aí,
Mas sei lá eu se ainda,
Ainda se lembram de mim.
Não duvido de vós,
Nem do tão bem que vos conheço,
Só não sei se contam,
Com a força, a amizade e o apreço,
Que tenho por vós,
Até ao meu fim,
Só não queria que findasse,
Tudo antes de mim.
Escrevo sem pausas,
Perdoem-me a má pontuação,
Acreditem que tudo isto,
É para minha consolação.
Não tenho tempo para rectificar,
Nem os versos nem os erros,
É tudo isto um só jorro,
Pode não durar nem mais um verso,
Mas leiam que é para vós,
É só isso que vos peço.
Não, não, não me esqueci,
Das coisas que pensam,
Eu ter deixado por aí,
Trago-as sempre comigo,
E em cada oportunidade,
Contém comigo de verdade.
Amigos…
Pedro Carvalho 21/07/07
E sei que sou assim.
Quando sei que não, eu não mudo,
Mas tenho medo que não me vejam daqui.
Quando penso em vós amigos,
E vos tenho perto na mente,
Tenho medo que se esqueçam,
E não espalhem a semente.
Quando estou feliz,
E apetece-me chorar,
Eu sei que vós estais,
Eu sei que vós estais todos aí,
Mas sei lá eu se ainda,
Ainda se lembram de mim.
Não duvido de vós,
Nem do tão bem que vos conheço,
Só não sei se contam,
Com a força, a amizade e o apreço,
Que tenho por vós,
Até ao meu fim,
Só não queria que findasse,
Tudo antes de mim.
Escrevo sem pausas,
Perdoem-me a má pontuação,
Acreditem que tudo isto,
É para minha consolação.
Não tenho tempo para rectificar,
Nem os versos nem os erros,
É tudo isto um só jorro,
Pode não durar nem mais um verso,
Mas leiam que é para vós,
É só isso que vos peço.
Não, não, não me esqueci,
Das coisas que pensam,
Eu ter deixado por aí,
Trago-as sempre comigo,
E em cada oportunidade,
Contém comigo de verdade.
Amigos…
Pedro Carvalho 21/07/07
São já muitos os dias de silêncio
Estou por Lisboa e então...
Silencio é o rio que esconde
O odor de um prédio enegrecido,
O asfalto que me assalta quando paro,
Assomado por um corpo ja vencido.
Silencio sao as luzes que se apagam
Pela noite, na aurora ja despida,
E os homens e mulheres que na esquina
Trocam prazeres, virtudes, talvez Sida.
Silencio é o branco do papel
E o negro palido da mao,
É a sombra que se esvai feita poema,
Num grafitti que é gazela ou leao.
Silencio sao as escadas do metro
Onde poetas se mascaram de videntes,
Silencio é o crack que circula
Entre as ruas eleitas confidentes.
Eis uma estrofe de “Silêncio” de Pedro Abrunhosa.
Para todos os dias em que não se escreve, não se diz, não se recita.
Ouve-se e medita-se.
Que disso não restem dúvidas.
Silencio é o rio que esconde
O odor de um prédio enegrecido,
O asfalto que me assalta quando paro,
Assomado por um corpo ja vencido.
Silencio sao as luzes que se apagam
Pela noite, na aurora ja despida,
E os homens e mulheres que na esquina
Trocam prazeres, virtudes, talvez Sida.
Silencio é o branco do papel
E o negro palido da mao,
É a sombra que se esvai feita poema,
Num grafitti que é gazela ou leao.
Silencio sao as escadas do metro
Onde poetas se mascaram de videntes,
Silencio é o crack que circula
Entre as ruas eleitas confidentes.
Eis uma estrofe de “Silêncio” de Pedro Abrunhosa.
Para todos os dias em que não se escreve, não se diz, não se recita.
Ouve-se e medita-se.
Que disso não restem dúvidas.
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